11.4.08

Replay do sufoco

E pelo segundo ano consecutivo o Boca Juniors entra em uma situação complicada para se classificar para a segunda fase da Libertadores.

Em 2007 o time entrou em campo na última rodada contra o Bolívar para decidir seu futuro.

Precisava não só vencer, mas também torcer para o Toluca bater o Cienciano.

Para se classificar sem depender de outros times, era necessário aplicar uma goleada com 4 gols de diferença.

Foi então que o time fez um sonoro 7 a 0 contra o time boliviano e começou a caminhada rumo ao título de 2007.


Agora em 2008, depois da derrota para o Atlas e a vitória do Colo Colo na rodada, um replay do ano passado parece acontecer.

Novamente o Boca enfrentará o time mais fraco do seu grupo, o Maracaibo, precisando de golear para não depender de ninguém.

Se o time argentino não fizer um placar de 5 gols de diferença, o resultado entre Atlas e Colo Colo, no Chile, é que definirá seu futuro.

Certamente não faltará trocida brasileira contra o Boca Junior.

Afinal trata-se de um time que, se conseguir a classificação, certamente chegará longe, apesar de todos problemas.

Em 2007 foi assim.

E alguém duvida que será igual em 2008?

E os épicos brasileiros?

Não teve como não sentir uma certa inveja dos europeus nesta quinta-feira.

O grande jogo do Bayern de Munique contra o Getafe, pela Copa da Uefa, trouxe uma lembrança dos grandes jogos de mata-mata entre clubes brasileiros.

E de quebra ainda demonstrou que a Sul-Americana poderia sim ter muito mais graça, já que ela é a competição equivalente a Copa da Uefa para nós, brasileiros.

Na Europa, o time alemão de Munique perdia para o azulão de Madri por 2 gols de diferença até os 9 minutos do segundo tempo da prorrogação.

O Bayern era um time quase morto em campo, mas reagiu em 5 minutos e empatou o jogo, conquistando assim a sua classificação para as semifinais.

Luca Toni (foto) soube aproveitar uma falha rídicula de Abondanzieri e ainda acertou um belo cabeceio.

De fato não há outra palavra para definir: foi ÉPICO!

E então me bateu aquela saudade de jogos assim, mas com o envolvimento de clubes brasileiros, como vimos na década de 90.

Sou defensor dos pontos corridos, exatamente porque acho que a Copa do Brasil existe para trazer estamos emoções de um mata-mata.

Mas infelizmente o calendário brasileiro hoje é uma bagunça e a competição perdeu seu valor com a ausência dos times classificados para a Libertadores.

Mesmo assim, fica uma esperança: poderemos criar alguma expectativas para os próximos meses, já que todos brasileiros devem se classificar para o mata-mata da Libertadores e duelos como Palmeiras x Internacional podem acontecer na Copa do Brasil.

Enquanto isso não acontece, seguirei me deliciando com os ótimos jogos europeus criados exatamente por causa de um calendário melhor organizado...

Uma pena...

O amarelo temido na "semifinal final"

No meu primeiro post sobre a "semifinal final" escrevi sobre o clima de vingança que paira sobre o clássico decisivo entre Palmeiras e São Paulo.

Este clima certamente fará com que o jogo seja mais quente do que o normal e cartões sobrarão para todos lados.

Aliás, já fica a observação: Paulo César de Oliveira foi o escolhido para o primeiro jogo, o que é quase uma certeza de injustiça e erro. Pior que isso só na outra semifinal, em que Sálvio Spíndola foi o escolhido, mesmo após os dois erros em clássicos.

Dessa forma, é preciso que o São Paulo esteja atento para os jogadores que estão suspensos e trazem mais um fator interessante para esta partida.

Afinal arrancar cartões do tricolor não será tarefa das mais difíceis para Valdivia, por exemplo. O meia chileno do Palmeiras é o atleta mais caçado do Paulistão: sofreu 133 faltas em 16 jogos, média de 8,3 por partida.

Segue a análise individual de quem Valdivia e companhia tentará provocar desde o primeiro minuto:



Rogério Ceni

Importância: apesar de não ser mais o grande goleiro e nem o grande cobrador de faltas, ainda é o grande líder do time. Faria muita falta!

Chance de ser suspenso: é experiente demais para se deixar levar numa hora dessas. Chances mínimas!

Zé Luís

Importância: virou fundamental no resto de versatilidade que o time ainda tem, apesar de não ter tanta qualidade. Seria um desfalque percebido!

Chance de ser suspenso: É muito combativo e importante na marcação em qualquer setor. Grandes chances!

André Dias

Importância: não tem jogado bem, mas faltam zagueiros no time para repor sua possível ausência. Seria um desfalque percebido!

Chance de ser suspenso: É lento e pode sofrer com a velocidade do ataque palmeirense. Grandes chances!

Júnior

Importância: não tem sido uma opção escolhida por Muricy com freqüência, mas em uma decisão poderia jogar por causa da experiência. Mesmo assim, acho que só o Palmeiras lamentaria.

Chance de ser suspenso: não deve começar como titular e é experiente, portanto chances mínimas.

Joílson

Importância: Para muitos são-paulinos seria até um reforço ele não poder jogar. Só o Palmeiras lamentaria.

Chance de ser suspenso: de fato não sabe marcar e pode fazer alguma besteira sem muito esforço. Grandes chances!

Richarlyson

Importância: aparece muito para o jogo e, mesmo sem qualidade, faz com que o jogo tenha mais opções. Seria um desfalque percebido!

Chance de ser suspenso: Passou o Paulistão inteiro apenas batendo. Grandes chances!

Hernanes

Importância: fundamental no passe e na saída de bola do meio-campo são-paulino. Faria muita falta!

Chance de ser suspenso: tomou apenas 2 cartões amarelos durante todo o campeonato e é inteligente. Chances mínimas!

Jorge Wagner

Importância: essencial para as bolas paradas e jogadas aéreas com Adriano. Faria muita falta!

Chance de ser suspenso: não tem tido tantas responsabilidades defensivas e também é inteligente. Chances mínimas!

Não será fácil para o São Paulo lidar com esta situação.

E vale lembrar que Borges já está de fora do primeiro jogo.

Muricy tem um problema do tamanho deste clássico: fica até difícil para calcular!

E pior: só os próprios jogadores podem ser a solução.

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Preciso comentar a decisão da FPF e da Polícia Militar: o segundo jogo do Choque Rei será no Palestra Itália.

Na verdade, minha opinião já foi declarada aqui: o problema do estádio do Palmeiras não é a segurança.

Até a Polícia Militar deu aval e garantiu que fará o possível para que não haja problemas, como não aconteceu ano passado, no Brasileirão.

O jogo também era espécie de decisão, uma vez que o Palmeiras vinha em em uma crescente constante e diminuiria a vantagem do São Paulo na liderança para cinco pontos.

É uma pena de verdade que o estado do gramado do Palestra Itália esteja lamentável, mas há quem diga que a restauração é possível em uma semana.

Só o tempo dirá.

Por enquanto, fica a certeza da justiça de direitos, já que ambos times mandarão seus jogos no próprio estádio.

Resta só a minha torcida para que um dia os cartolas acordem para a possibilidade de promover jogos de uma torcida apenas.

Isto sim seria o ideal!

10.4.08

Tempo para mudar

Se Estadual em si não é parâmetro para uma análise nacional dos clubes, imagine a primeira fase destes campeonatos.

Aconteceu com o Atlético/PR e nesta quarta-feira o Grêmio repetiu o fato.

Tanto o Furacão quanto o tricolor gaúcho se deixaram enganar por um bom começo e caíram no conto da invencibilidade.

Nenhum time é "imortal", como os gremistas gostam de chamar seu time.

Quando se consegue uma seqüencia de vitórias, é preciso enxergar além para perceber o que realmente este fato quer dizer.

E a invencibilidade do Grêmio queria dizer pouca coisa na verdade, mas poucos enxergaram.

A rídicula demissão de Vágner Mancini depois de 6 jogos já foi uma prova de que o ano não seria fácil para os gremistas.

Na época eu escrevi que não duvidava que Roth seria apenas mais um a chegar e ir embora em um curto espaço de tempo.

Sua demissão ainda não aconteceu, sabe se lá porquê.

Mas se virar fato nos próximos dias, terá acontecido apenas um mês e meio depois da demissão de Mancini.

Nada mais do que o esperado, afinal o Grêmio tem realmente pensado pequeno.

O time não é tão ruim, mas precisa urgente pensar em contratar novos volantes e novos atacantes, além de um companheiro para Roger na meia.

Pelo menos terá tempo para isso: o time só voltará a jogar agora pelo Brasileirão.

Aconteça o que acontecer, a única certeza é que muita coisa tem que mudar no grêmio, desde a diretoria até o centroavante.

Palmas, mas com cautela


Há pouco tempo escrevi que os times brasileiros precisam de mais ousadia quando jogam fora de casa Libertadores.

É preciso ser folgado e chato mesmo.

Como foi o Flamengo nesta quarta-feira, contra o Cienciano, quando garantiu a vaga no mata-mata da ocmpetição.

Subiu na altitude de Cusco e não ficou preso às desculpas sobre a falta de oxigênio.

Resolveu jogar bola e mostrou o quanto é superior a times fracos como este do Cienciano.

O único problema desta vitória é a empolgação que pode vir depois do resultado.

Se o time encarar que a vitória foi apenas um passo importante e que as dificuldades de verdade ainda estão por vir, tudo bem.

Mas se achar que eles foram geniais e superaram as expectativas, o problema pode se desenhar facilmente na próxima fase da Libertadores.

O Flamengo deve continuar sendo folgado fora de casa.

Mas precisa manter os pés no chão quando tomar essa atitude, que não é mais do que a obrigação de um time que queira ganhar a Libertadores.

Saldos positivos

No dia 20 de março eu escrevi sobre a cruel tabela do Liverpool.

Era uma seqüencia de desafios difíceis, nos quais o time entraria na linha tênue "entre o mico e o sucesso"

A seqüencia foi finalizada nesta semana e o saldo final foi positivo, de sucesso.

Nem tudo foi perfeito, até porque o primeiro jogo, contra o Manchester, trouxe sinais negativos, com o 3 a 0 para os Red Devils.

Mas então veio o empate no clássico com o Everton, que deu tranqüilidade no Campeonato Inglês.

Depois seguiram os empates em 1 a 1 com o Arsenal, na Liga e no Inglês.

E no final veio a coroação de tudo isso com o 4 a 2 na Liga em cima do Arsenal.

Apesar da má fase no começo da temporada, do time inconstante, dos erros de planejamento de Benítez, da dependência de Torres e Gerrard, o Liverpool já chegou longe demais.

E depois desta seqüencia, não dá pra duvidar de mais nada em relação à este time.

Não no Campeonato Inglês, em que o time já ficou fora da disputa principal há muito tempo.

Mas na Liga dos Campeões, o Liverpool não cansa de provar que é o eterno copeiro da Europa.
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Aproveito o post para prestar contas sobre meus palpites na Liga dos Campeões.

Depois do sorteio das quartas-de-final, arrisquei que Arsenal, Fenerbahçe, Manchester e Barcelona seriam os classificados para as semifinais.

Portanto, baixei minha porcentagem de acerto para 50%, já que nas oitavas eu tinha acertado 75% dos palpites.

Não é fácil e até por isso vou esperar mais um pouco para arriscar sobre as semifinais.

Mas muretar jamais!

Que venha o equilíbrio!

Vou manter o estilo do meu post anterior sobre a Liga dos Campeões.

Não só por uma questão de coerência, mas também porque mais uma vez sobrou pouco para comentar sobre os jogos desta quarta-feira.

O jogo do Manchester contra a Roma acabou aos 28 minutos do primeiro tempo, quando De Rossi resolveu isolar um pênalti ao invés de simplesmente cobrá-lo. (foto)


Depois o time italiano até pressionou o time misto de Fergusson, mas não dava para acreditar que alguém conseguiria aproveitar qualquer oportunidade sem ter Totti em campo.

Na Espanha, o Barcelona provou o quanto é frágil ao sofrer pressão do ainda mais frágil Schalke 04 no começo do jogo.

Depois tudo voltou ao normal, o Barcelona venceu com um gol de sorte e está nas semifinais sem convencer ninguém.

E o confronto da segunda semifinal fica definido entre Manchester United e Barcelona.

Um duelo sem o mesmo equilíbrio existente na outra semifinal entre Liverpool e Chelsea.

Não só por causa do futebol eficiente e bonito do Manchester, que já foi tão elogiado neste blog.

Mas por causa da crise profunda do Barcelona, que envolve dirigentes, técnicos e jogadores.

O problema é grande e tem se refletido dentro de campo, com o Barça apresentando um futebol irregular, que varia de qualidade dentro de um mesmo jogo.

Mas este desequilíbrio não aparece nos números: Barça e Manchester são os dois únicos invictos e os dois com o maior número de pontos na soma das fases (26).

Entre fatos e números, fico sempre com a primeira opção.

Mas há também um fato que pode mudar minha opinião: a volta de Deco e Messi (foto) depois das contusões.

Se realmente retornarem bem, farão com que o time da Catalunha tenha tantas opções ofensivas quanto o Manchester.

E aí poderemos ver realmente uma grande disputa.

E aí poderemos ver algum equilíbrio em campo.

Por enquanto, apenas o Manchester entra para ganhar de verdade.


9.4.08

A sede da "semifinal final"

A polêmica começou já nos vestiários, logos após os jogos de domingo.

Depois da última rodada do Paulistão e da definição do confronto entre Palmeiras e São Paulo nas semifinais, a dúvida logo veio à tona: quais estádios receberiam o "Choque-Rei"?

No fundo eu acho que deveriam ser jogos de uma torcida só, mas isto parece ser uma idéia vencida no Brasil.

Não acredito que toda esta questão seja realmente decisiva para o clássico, mas tem movimentado os noticiários e eu não pude ficar sem dar minha opinião, que segue abaixo.

Não entendi bem a questão do veto ao Palestra Itália.

Até entendo que o estádio não tem condições de receber o clássico, mas o argumento utilizado é errado.

O problema não é a segurança.

Tanto no Morumbi como no Palestra as brigas acontecerão se os imbecis das torcidas organizadas assim quiserem.

Todos sabemos disso, afinal o histórico demostra problemas de segurança tanto no Palestra quanto no Morumbi.

O único problema real que vejo no Palestra Itália é o gramado.

Fui ao show do Ozzy lá neste sábado e presenciei a galera arracando tufos e mais tufos de grama de um local que já não estava em perfeitas condições desde a fracassada reforma.

E não adianta dizer que em duas semanas tudo estará pronto pois não funciona assim.

Sendo assim, é preciso buscar outra alternativa, mas o Morumbi não poderia sequer ser cogitado, porque é uma piada um time realizar dois mandos de campo em um mata-mata.

E não me venham com esta história de que o estádio do São Paulo é neutro.

É estádio do São Paulo e ponto final.

Parece que todos entenderam isso e o anúncio de que a sede será em Ribeirão Preto parece cada vez mais próxima de ser realidade, pelo que tenho ouvido e lido nos bastidores.

A decisão menos pior parece ter sido tomada e o clássico entra nos eixos até nesta polêmica inútil até certo ponto.

Desta forma, fica aí mais uma prova da grandeza desta decisão.

As semifinais já começaram bem

Pouco sobrou para analisar os jogos da Liga dos Campeões desta terça.

No jogo do Arsenal contra o Liverpool quem decidiu foi juiz, ao marcar um pênalti não existente em Ryan Babel quando o jogo estava 2 a 2.

Já o Fenerbahçe provou que suas limitações eram grandes e frustrou a torcida de boa parte dos brasileiros, inclusive eu.

O time de Zico sentiu a pressão e ficou pequeno diante de um time que simplesmente era melhor que o seu.

Tendo tão pouco para dizer, prefiro analisar a primeira semifinal definida na competição: o Liverpool enfrentará o Chelsea.

Os dois times possuem meias parecidos que já tiveram seu auge, mas começam a recuperar a melhor fase no final desta temporada: Lampard (foto) e Gerrard sempre foram comparados e terão a chance definitiva de provar quem é "cópia" de quem.



Os dois times também possuem centroavantes em grande fase e que são a maior esperança das jogadas ofensivas: Drogba e Fernando Torres (foto) são dois dos 5 melhores atacantes do mundo atualmente.



E então temos dois pontos de vista:

Por um lado, o copeiro Liverpool enfrentará o amarelão Chelsea das últimas ligas.

Por outro, o melhor momento é do Chelsea, que é vice-líder do Inglês e não sabe o que é perder em casa depois de mais de 70 jogos de invencibilidade no estádio Stamford Bridge.

Difícil saber qual fator preponderá.

POR ENQUANTO prefiro nem arriscar palpites.

Mas deixo as dicas para vocês refletirem como será grandioso este jogo.

8.4.08

O retrospecto e a vingança da "semifinal final"

O Choque Rei, como é chamado o clássico entre Palmeiras e São Paulo, vai despertar um desejo de vingança forte para os dois times.

No lado tricolor a vontade é de devolver a goleada de 4 a 1 na primeira fase.

No lado alviverde a intenção é de devolver outra goleada: a do retrospecto de 10 a 1 em encontros decisivos.

É difícil prever o quanto isso influenciará no jogo.

Mas é impossível não visualizar que isso dará um charme especial.

Quem entrar menos nervoso e mais concentrado, conseguirá colocar a bola no chão e desenvolver a técnica, que ambos possuem quase em igualdade.

Não entendo que será um jogo para a raça decidir.

Quem entrar nesta pilha de nervos pode explodir sozinho.

Será um jogo para a técnica decidir.

Quem se controlar melhor e deixar a bola correr no pé, conseguirá o objetivo.

E aí está o grande charme dessa semifinal final!

Bola murcha alvinegra

Quando acerto um golaço neste blog, faça questão de criar um novo post para dizer que tinha razão nos meus palpites e opiniões.

Mas quando eu erro tenho a obrigação de fazer o mesmo.

E foi isso que ficou comprovado neste final de semana.

Errei minha previsão sobre os classificados para a próxima fase do Campeonato Paulista.

E tudo porque resolvi apostar no Corinthians com duas rodadas de antecedência.

A Ponte Preta me surpreendeu.

E mais do que isso: o Corinthians decepcionou.

A culpa da desclassificação foi toda do time alvinegro, que viu o Santos destruir com aquele mito de "entregar um jogo" mais uma vez.

Da mesma forma que o Atlético/MG já tinha feito no Brasileiro do ano passado ao ajudar o Cruzeiro na classificação para a Libertadores.

O Corinthians foi fraco, óbvio e burocrático.

E não dá para continuar passando a mão na cabeça de Mano Menezes (foto).

É claro que o trabalho dele teve suas qualidades, o elenco é fraco e tudo está só no começo.

Nunca defenderia a demissão precipitada dele, mas esse discurso espalhado por todos de que o trabalho foi bom é lamentável.

Não foi bom e Mano tem culpa disso sim!

Tem culpa por tantas indicações erradas, como Marcel, Perdigão e Bóvio e Herrera.

Tem culpa por não fazer um bom jogador render, como é o caso de Fabinho.

E tem culpa por seguir em uma insistência chata com jogadores como Heverton e Lulinha.

Especialmente com o garoto das categorias de base, que já provou que não tem condições de ficar no time principal há muito tempo.

O time não criou um padrão de jogo e terá que se reinventar para a Série B agora, ainda mais porque a desclassificação deve criar um clima de desespero, forçando a diretoria a contratar ainda mais gente.

Que dessa vez venha mais qualidade do que quantidade.

O Timão terá tempo, portanto precisa olhar para o problema como uma possível solução.

Foi desclassificado? acontece, tudo bem...

Encarar com otimismo, aproveitar o tempo agora ocnquistado e reformular o time para os novos desafios é a única saída.


Pra prestar atenção

Goleadas em times fraquíssimos do Campeonato estadual do Rio normalmente não são motivos para qualquer lembrança futura.

Mas isto mudou um pouco para o Fluminense na última rodada, quando o time goleou o Madureira por 4 a 0

Com o resultado o time levou a primeira posição no grupo A, o que deu a vantagem de enfrentar o ridículo Vasco nas semifinais.

Mas durante o jogo veio outra boa notícia: o tricolor pode reforçar seu elenco com garotos da categoria de base.

Dois especialmente me chamaram a atenção pelo que assisti dos melhores momentos: o meia Tartá e o atacante Alan.

Tartá (foto) já tinha se destacado na Copa São Paulo com a camisa do Fluminense sub-18.

É rápido, driblador e já vinha recebendo algumas chances entrando no segundo tempo.

Apenas não terá muito espaço por causa da forte concorrência no meio-campo.

Quem sabe se Thiago Neves for embora no meio do ano, o Flu não precisará contratar ninguém para o lugar.

Já Allan vai acabar sendo uma das únicas opções do time para o ataque agora. Depois da lesão de Washington e enquanto Dodô não entra em forma novamente, o garoto pode ter que encarar a pressão nas finais da Taça Rio.

E já tem deixado seus gols, como no final de semana, quando fez dois, sendo um deles depois de passe do companheiro da categoria de base, Tartá...

Enfim, parecem ser boas promessas para serem observadas.

E em breve terão chance de mostrar que podem ser mais do que isso.

7.4.08

Não tenho dúvidas

O Paulistão terá uma final antecipada!

E que grande final!

O duelo entre Palmeiras e São Paulo nas semifinais decidirá o campeão sim, mesmo que o vencedor ainda tenha que enfrentar Ponte Preta ou Guaratinguetá.

Isto porque não acredito que um destes times do interior fará frente a um dos grandes, ainda mais porque a final acontece com dois jogos.

É claro que "o futebol é uma caixinha de surpresas", como gostam de dizer por aí.

Mas com duas chances para São Paulo ou Palmeiras fazerem valer o peso de suas camisas eu não acredito em zebra.

Portanto, o confronto semifinalista entre alviverde e tricolor será uma grande decisão.

Grande demais exatamente por envolver questões amplas.

Eu até ia tentar comentar cada uma delas com um post só, mas não daria conta.

Portanto, durante a semana farei praticamente um especial com vários posts sobre o clássico, que será chamado de "A semifinal final".

São teorias da conspiração, jogadores suspensos, retrospectos absurdos, desejos de vingança, conflito de técnicos campeões, brigas pelo mando de campo, jogadores decisivos e experientes, etecétera, etecétera, etecétera...

O que não vai faltar é assunto sobre a final!

O reencontro entre Kleber e André Dias será um dos focos do clássico com cara de final

Questão de lógica

Há quem defenda a tese de que o Brasileirão é um campeonato inchado, superlotado, com muitos clubes.

Atualmente 20 disputam a primeira divisão.

Eu discordo de tal teoria, mas ultimamente tenho começado a repensar esta visão.

2 times especialmente me levaram a tal reflexão.

Eles subiram apenas para pagar micos no ano posterior, provando que não poderiam engrossas a tal lista de 20 clubes da chamada "elite nacional".

Um deles é o América/RN, que mostrou total incompetência depois do acesso à Série A: o time era lamentável e a campanha foi ridícula.

E o outro caso, mais recente, é o do Ipatinga.

Quase foi campeão da Série B em 2007, mas agora em 2008 conseguiu ser rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Mineiro.

Dá pra entender?

Desde já o time surge como um dos principais candidatos a repetir o desempenho pífio do América/RN do ano passado.

Certamente a diretoria do Ipatinga vai tentar construir um elenco novo.

Ou melhor: este processo começou no meio do Campeonato Mineiro com a chegada de alguns jogadores como Willian e Osmar, emprestados pelo Palmeiras.

Claramente a tentativa não deu certo, afinal o resultado foi o pior possível.

É claro que as coisas podem melhorar, mas é impossível não notar o quanto tem sido ridícula a temporada do time este ano.

Será que não é mesmo o caso de reduzir o número de clubes no Brasileirão?

Extra-campo [nº 06]

Porque nem só de futebol vive o homem

Foi engraçado ler algumas notas que saíram após a vitória de Felipe Massa no GP do Bahrein neste domingo.

Em várias delas, o resultado era apontado como uma "resposta aos críticos", em um tom que dava a entender que o próprio brasileiro não era o responsável por todos comentários negativos.

Enfim, como se os jornalistas (ou palpiteiros, como eu) tivessem inventado os problemas do piloto nas últimas semanas.

Mas nestas notas não lembraram que os jornalistas não foram para as pistas e não cometeram dois erros nas duas primeiras provas do ano.

Massa mereceu tudo que foi falado de ruim e precisa entender isso.

Não podemos achar que o problema é o exagero dos outros.

Seria apenas jogar a culpa para o outro lado mais uma vez.

Se ele enxergar dessa forma e fizer das críticas um motivo para crescer, pode começar a se tornar um piloto vencedor de verdade.

Caso contrário, pode não evoluir, ganhar a antipatia de todos e ainda se tornar piada pra sempre, como aconteceu com Barrichello.

Como já disse em outros tópicos, ainda acredito no futuro de Massa!

Que as respostas às criticas venham nas pistas!