22.4.09

OeC 2.0

O Copa de 2014, minha segunda tentativa de blog sobre futebol, não vingou.

Mas agora vai de verdade: O Opinião em Campo virou Opiniões em Campo e, obviamente, mudou de endereço:

OPINIOESEMCAMPO.WORDPRESS.COM

Acessem!

É parecido com o conteúdo antigo, mas com mudanças bastante significativas. Para melhor, é claro!

29.5.08

Foi ótimo enquanto durou

O Opinião em Campo está oficialmente encerrado.

Foi difícil, mas a decisão está tomada.

Por quanto tempo? Não sei responder.

Pode ser que um dia volte, pode ser que não...

Mas este blogueiro não vai ficar parado: o novo projeto é o "Brasil 2014", um novo blog no seguinte endereço:




Sobram agradecimentos a todos que colaboraram com textos, sugestões, comentários e visitas. Valeu!

A mudança ocorre porque desde sempre eu sentia uma necessidade de segmentar melhor o meu texto.

Ou seja, não adiantava querer abraçar o mundo todo e falar do futebol de uma forma totalmente abrangente (campeonatos no Brasil, na Europa, de seleções...) e ainda dar alguns pitacos sobre futebol feminino e outros esportes.

E também queria apresentar algo de mais original e diferente para os leitores.

Ou seja, não adiantava repetir o mesmo modelo de tantos e tantos blogs até melhores que o meu por aí.

Isto só fazia com que tudo ficasse um tanto perdido e até superficial demais.

Na medida do possível acredito que consegui fugir um pouco destes defeitos e esta "brincadeira" certamente me deu muito prazer durante os últimos 6 meses.

Mas chegou a hora de mudar.

Por causa de tempo, por causa do cansaço, por causa de falta de motivação... enfim, era preciso escrever sobre um assunto mais específico e original.

E a solução foi escrever sobre algo que tenho pensado muito desde o final do ano passado e que poucos já se arriscaram a tratar: a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

Assuntos e desdobramentos sobre o tema não faltam.

E não dá para dizer que é cedo demais para cuidar disso: no fundo, é preciso entender que a Copa de 2014 no Brasil já começou!

E o "Brasil 2014" quer dar o pontapé inicial para as análises deste evento tão importante.

Portanto, acompanhem:


26.5.08

A voz dos empates

Uma curiosidade chamou a atenção de todos nesta última rodada: metade dos jogos da rodada do Brasileirão terminaram em 1 a 1:

Goiás 1 x 1 Ipatinga

São Paulo 1 x 1 Coritiba

Palmeiras 1 x 1 Portuguesa

Atlético/PR 1 x 1 Atlético/MG

Botafogo 1 x 1 Vasco

Ninguém se aprofundou na questão, mas existem diversas formas de enxergar este fato.

Um é o caminho simples: trata-se apenas uma coincidência e nada mais.

Mas será que não dá pra suspeitar de outras conclusões?

Uma hipótese é que estes cinco empates refletem o equilíbrio deste começo de Campeonato Brasileiro.

Poucos times apresentaram um futebol convincente em algum jogo até aqui e a maioria dos trabalhos ainda passa por mudanças.

Tudo isto faz com que não haja superiorida absoluta de ninguém em alguns jogos e o empate seja o resultado mais previsível.

Outra hipótese: os poucos gols marcados e as chances desperdiçadas nestes empates mostram uma falta de qualidade enorme nos ataques atuais do Brasileirão.

Não basta olhar apenas para os nomes: é óbvio que temos bons atacantes em vários times este ano.

Mas não são poucos os que tem mostrado uma fase ruim e perdido chances atrás de chances...

E aí, como você quer observar estes cinco empates?

O que eles querem "dizer"?

É uma simples coincidência?

É uma consequência do equilíbrio geral neste início de campeonato?

Ou é o resultado de uma má fase geral dos ataques do Brasileirão 2008?

Eu fico com a segunda opção, por enquanto.

25.5.08

Boletim BR [nº 03]

É o espaço para o balanço geral de cada rodada do Brasileirão 2008, com comentários mais rápidos e diretos sobre a maioria dos jogos pelo Brasil, sempre divididos em algumas categorias


O ORGULHO PARA A TORCIDA

Cruzeiro - Não basta ser o único time com 100% de aproveitamento no Brasileirão.

Tem que jogar com propriedade, apresentar as opções do elenco (Jajá e Maicosuel) e golear por 4 a 0 sem tomar qualquer susto.

A PIADA PARA OS ADVERSÁRIOS

Santos - Não basta perder feio de 4 a 0.

Tem que mostrar insegurança, apresentar uma defesa esburacada e comprovar que existe uma falta total de opções para mudar o andamento de um jogo.

TROFÉU VILÃO

Dodô e Alex Mineiro - Não tive como decidir entre os dois, então eles vão dividir este "prêmio".

Afinal, errar pênalti que poderia matar o jogo é rídiculo para dois matadores tão experientes como eles.

TROFÉU HERÓI

Dinei - Esqueçamos o gol perdido ridículo contra o Figueirense.

No mesmo jogo ele fez dois e provou que pode ser uma boa alternativa na briga do Vitória para ficar na Série A este ano.

DETALHE TÁTICO

Flamengo - Caio Junior não só mudou o jogo no segundo tempo com a entrada de Jônatas no lugar de Jaílton.

No final do jogo, com a virada consumada, anunciou que deve alterar o esquema do Flamengo em breve e o jogo deste sábado, contra o Inter, pode ter dado boas dicas para isso.

DETALHE INEXPLICÁVEL

Palmeiras - O que justifica a falta de objetividade e a enorme displicência de alguns jogadores do time alviverde?

Empatou com a Portuguesa, poderia ter até perdido e continua sem comprovar a condição de favorito conquistada antes do Brasileirão começar.

Por quê? Não sei. Perguntem para o Luxa!

ALARME

Figueirense - Tomar de 4 do Vitória logo no primeiro jogo sem o ex-técnico Gallo é mais do que um motivo para ficar em estado de alerta.

Desperta o medo dos torcedores e joga uma pressão enorme em Macuglia, que já assumiu com alguma desconfiança.

RECADO DADO

Inter - Explique-me, Colorado, o que aconteceu com o time desde a eliminação diante do Sport na Copa do Brasil?

O time parece nervoso, desconcentrado e perdido taticamente.

Abel Braga que se cuide!

QUEM ESPERAVA POR ESSA?

Vitória 4 x 0 Figueirense - Até era certo que o time baiano teria força quando jogasse em casa contra times médios ou pequenos.

Mas recuperar-se dessa forma foi uma surpresa, sem dúvidas.

OLHO NO MOLEQUE

Hélder - O veloz ala esquerdo do Grêmio já tinha jogado bem contra o Flamengo.

Depois da boa atuação contra o Inter mostrou que tem personalidade para mostrar serviço até em jogos importantes.

VALEU O INGRESSO

Leonardo Moura - Dessa vez não é um gol que levará este prêmio.

Nilmar acelerou a jogada, driblou o goleiro, ficou de frente para as traves, tocou com a perna esquerda e... gol? Que nada!

Léo Moura (mais defensivo do que nunca contra o Inter) deu um carrinho espetacualr, vindo de lugar nenhum...

E fez os flamenguistas vibrarem como se a jogada fosse outro gol.

23.5.08

A eterna questão do apito

Não quero entrar no mérito das discussões e polêmicas sobre a arbitragem no jogo desta quinta-feira na Vila Belmiro.

Constatar agora que Jorge Larrionda errou ou não traz à tona uma discussão inútil, que prefiro deixar para as mesas redondas cansativas da televisão.

É preciso enxergar além e entrar em uma discussão que é antiga, mas que sempre precisa ser lembrada: o problema da arbitragem brasileira.

Além de atrapalhar os campeonatos regionais e nacionais, agora fica evidente que a falta de qualidade e critério do apito pode atrapalhar nossos times nas competições continentais e mundiais.

A mania de apitar falta em qualquer empurrão, qualquer dividiva e qualquer contato é irritante e acostumal mal os jogadores e a torcida.

No resto da América do Sul não é assim.

Na Europa não é assim.

Por que temos que fazer diferente?

Não basta ficar preso à dicussão "foi pênalti ou não".

É preciso que a CBF e sua comissão de arbitragem vá além.

Um aprofundamento deste debate faz-se necessário para evitar que a história do Santos se repita no futuro.

22.5.08

Vitória de sangue

O Fluminense ganhou o jogo contra o São Paulo no coração.

E não falo aqui apenas de Washington, que é conhecido como o "Coração de Leão" ou "Coração Valente" e foi o autor de dois gols na vitória de 3 a 1.

Na verdade falo de raça e de suor: esta foi a receita para a superação do tricolor carioca.

É claro que existiram questões táticas e técnicas que definiram o fracasso do São Paulo, mas nada foi tão decisivo.

Enquanto o São Paulo se arrastava burocraticamente em campo, o Fluminense não cansava de dar demonstrações de ser um time com alma:

Thiago Silva sentia uma lesão, mas partia para o sacrifício e ainda jogava muita bola até o fim da partida.

Thiago Neves dava seguidos carrinhos na marcação pela esquerda, como se fosse um lateral-direito acompanhando o Richarlyson.

Junior Cesar ia até a linha de fundo, até tropeçava na placa de publicidade, mas levantava correndo e voltava para marcar sem pensar duas vezes.

E o mesmo Junior Cesar ainda comemorava um gol após simplesmente dar um carrinho e arrancar a bola do São Paulo para a lateral.

Confesso: tudo isto me surpreendeu.

Eu não apostava na classificação do Fluminense até porque não enxergava tal poder de superação no time.

Mas os 90 minutos no Maracanã provaram o contrário.

Renato Gaúcho conseguiu fazer com que seus comandados dessem o sangue pela vitória.

Sem dúvidas agora o tricolor do Rio agora conquistou uma arma fundamental para sonhar em ir mais longe na Libertadores.

Como o São Paulo deve ter percebido, não dá para ser campeão da América sem coração!

Qualquer lugar é casa

O Boca Juniors sempre foi conhecido pela força do seu estádio, a Bombonera.

Em casa, a pressão da torcida sempre fez o time crescer e se tornar o gigante continental que é hoje.

Porém, nesta Libertadores, um fator diferente tem feito a verdadeira diferença: o Boca tem crescido impressionantemente fora de casa.

É assustadora a tranqüilidade do time quando decide o jogo com uma torcida inteira contra.

Contra o Cruzeiro já tinha sido assim: a pressão do Mineirão não foi suficiente para gerar qualquer desconforto em um elenco cheio de jogadores experientes em Libertadores.

E nesta quarta-feira foi a vez do Atlas perceber isso e comprovar tal teoria.

O terceiro gol, que matou o jogo, foi emblemático: Palermo rcebeu uma bola na esquerda, que nem era tão fácil.

Mas, sem qualquer nervosismo, o artilheiro do Boca colocou a bola por cima do goleiro.

Um golaço que reflete a grande vantagem do time argentino atualmente: a experiência e a frieza de seus líderes que são transmitidas para o restante do grupo.

Mesmo com o futebol ainda irregular, o Boca Juniors está com tudo pronto para o bicampeonato.

21.5.08

Vilões e heróis em Moscou


E o Manchester United fez justiça ao vencer a Liga dos Campeões.

Por causa do futebol jogado nesta temporada, o melhor do mundo, era mais do que merecido o título ir para os comandados de Alex Fergusson.

Em uma final para ser lembrada por muitos e muitos anos, o Chelsea foi batido nos pênaltis, com emoções de sobra para todos lados.

No começo era o óbvio e nada mais: o melhor jogador do mundo fez um gol de cabeça para provar, mais uma vez, o quanto é completo.

Cristiano Ronaldo, naquele momento, teve tudo para sair como o herói do dia.

Mas Lampard quis estragar tudo e chutou a lógica para o ar: fez seu gol antes do fim do primeiro tempo.

E assim o inglês passou a pintar como um novo salvador.

Drogba, de quem se esperava muito, quis corresponder às expectativas e quase acertou uma bela bola no gol.

Mas a trave começou a se tornar uma heroínas para o Manchester.

Depois foi a vez de Lampard tentar roubar a cena novamente: em bela virada de corpo, colocou a bola perto do ângulo.

Mas "perto" não é suficiente e a trave novamente estava no caminho, como a figura principal da decisão.

Então o Manchester também teve a sua grande chance: em bela jogada de Evra, Giggs finalizou para o gol sem goleiro.

Porém, a cabeça de Terry estava no caminho para o gol, desviou a bola e, por alguns minutos, transformou o zagueiro no novo herói.

O jogo foi para os pênaltis e aconteceu aquele lance clássico: o craque do jogo parte para a cobrança e perde o pênalti em uma cena que já virou até clichê do futebol.

Mas Cristiano Ronaldo simplesmente não podia ser o vilão de toda esta história: ele está mais iluminado do que qualquer um nesta temporada.

Foi então que Terry teve o título da Liga em seus pés, mas literalmente derrapou e assumiu o papel que antes era do português.

E isto aconteceu exatamente por causa do HERÓI MÁXIMO da final: Edwin Van Der Saar, que pegou o pênalti do outro vilão, Anelka.


E assim os timaços de Manchester e Chelsea fizeram a decisão da melhor maneira possível: com o fator supresa de forma marcante, com troca dos nomes dos vilões e heróis e, principalmente, com emoção para dar e vender.

É assim que se faz um grande campeonato, um jogo impressionante e uma inesquecível história!

Sobrou raça, faltou futebol

Botafogo e Corinthians realmente encararam o primeiro jogo de semifinal da Copa do Brasil como uma grande decisão.

Entraram dispostos, com a cabeça quente e com uma dose extra de raça em cada dividida.

Até exageraram na dose, pois no fim sobrou a sensação de ter restado pouco futebol para comentar.

Até porque não foi a bola que decidiu: a raça e a concentração deram a vitória para o time carioca.

O Botafogo fez um primeiro tempo ruim, acordou no segundo e acreditou até o fim.

Foi emblemático o lance em que o zagueiro André Luis deu um carrinho, tirou a bola para escanteio e vibrou como se fosse um gol: o seu time estava muito mais acordado em campo.

Não que o Corinthians devesse em raça e disposição para o Bota.

Mas o alvinegro paulista, em determinado momento, decidiu aceitar o placar de 1 a 1 e amarrar o jogo.

Porém, esqueceram: não é fácil cumprir este objetivo quando o adversário está com a faca entre os dentes.

E assim o Botafogo fez o gol da virada, que lhe dá a vantagem do empate no jogo de volta.

Agora em São Paulo, o Corinthians terá o apoio da sua torcida.

E então poderá entender: para chegar à final é preciso mais raça e, principalmente, mais futebol.

Já o Botafogo tentará manter os nervos no lugar para administrar a vantagem, mas, todos sabem, esta não é uma postura que o time consegue adotar com freqüencia.

E assim seguirá este duelo: nervoso, raçudo e decidido na raça ou no futebol.

Só me resta esperar que o panorama mude e agora a segunda opção prevaleça em campo.

A taça espera o imprevisível


Quem roubará a cena nesta quarta-feira na Liga dos Campeões?

É equilíbrio demais!!!

Em um jogo como este é praticamente impossível arriscar qualquer análise, previsão ou palpite.

Manchester United e Chelsea vão entrar no estádio de Moscou em completo nível de igualdade.

E aí só nos resta saber quem será o homem a causar a diferença.

De cara surgem dois nomes: Cristiano Ronaldo e Drogba.

Em grande fase, ambos são os mais cotados para desequilibrar um duelo tão igual.

O português sabe que, apesar da temporada espetacular, ainda precisa provar que pode ser decisivo.

Já o marfinense que provar para si mesmo que, apesar da chateação com a demissão de Mourinho, conseguiu dar a volta por cima e render até melhor que antes, de uma forma mais completa.

Mas é evidente que o jogo não se resume a isso.

Afinal estão aí Rooney, Tevez, Giggs, Lampard, Joe Cole, Ballack... e sobra qualidade para todos lados.

Existem também os coadjuvantes, que podem assumir o papel principal por um dia, como fez Beletti certa vez.

Já imaginaram o zagueiro Vidic acertando uma bela cabeçada e comemorando o gol da vitória?

E Malouda comemorando alucinadamente um gol decisivo?

Pois é, neste tipo de jogo marcante, costuma sobrar o imprevisível para todos os lados.

Nesse jogo marcante, o que não faltarão são personagens.

A história está esperando para saber quem vai protagonizá-la da melhor forma.

Em Moscou, tudo pode acontecer!!!

20.5.08

Valeu pelo mico, Ibra

Há exatamente uma semana atrás eu escrevi sobre o possível mico que a Inter podia pagar no Campeonato Italiano.

Para explicar o quase fracasso total das últimas rodadas, eu disse que faltava naquele time um craque, como eu defeni:

"Aquele jogador que cresce na hora da decisão. Aquele que vai chamar a responsabilidade para si, sem medo da pressão e vai decidir o jogo quando todos menos esperarem".

Então veio a manhã de domingo e o show de Ibrahimovic (foto).



A Inter teve seu craque: saído do banco de reservas (por se recuperar ainda de lesão), o atacante sueco entrou em campo exatamente para crescer na hora da decisão.

Fez os dois gols da vitória que deu o tricampeonato italiano à Inter.

Definitivamente um verdadeiro show.

De qualquer forma, ainda continuo com um pé atrás em relação a ele.

Ibrahimovic é ótimo jogador, mas às vezes parece displicente demais, distraído demais e até pipoqueiro demais.

Aposto com quem quiser que, na Eurocopa, pela Suécia, ele não fará nada demais, assim como foi na Copa do Mundo de 2006.

O que aconteceu é que por um domingo ele resolveu ser o craque.

E quem pagou o mico foi eu...

18.5.08

Boletim BR [nº 02]

É o espaço para o balanço geral de cada rodada do Brasileirão 2008, com comentários mais rápidos e diretos sobre a maioria dos jogos pelo Brasil, sempre divididos em algumas categorias

O ORGULHO PARA A TORCIDA

São Paulo - Na verdade é apenas o time do segundo tempo contra o Atlético/PR.

Depois de uma primeira etapa nervosa, o tricolor, cheio de jovens, provou que tem bons nomes para serem trabalhados para o futuro, como Aislan, Bruno, Cazumba e Rafael.

A PIADA PARA OS ADVERSÁRIOS

Goiás e Atlético - Fizeram um jogo apático, sem graça e com um 1 a 1 que não ajuda ninguém.

Mesmo com mudanças de técnico, ambos times seguem em má fase e sem perspectivas de melhoras.

TROFÉU VILÃO

Edinho - Ser expulso aos 17 minutos de jogo é imperdoável.

Nem todo o tempo parado por causa da hepatite justifica tamanha besteira, que foi decisiva para a vitória do Palmeiras contra o Inter.

TROFÉU HERÓI

Kleber Pereira (foto) - Tudo bem que foi contra o patético Ipatinga.

Mas com os 3 gols marcados, vale a menção: é um dos principais favoritos na futura briga pela artilharia do Brasileirão.


DETALHE TÁTICO

Grêmio e Celso Roth - Bloquear as laterais do Flamengo é algo essencial para enfrentar o time da Gávea.

Praticamente todos sabem disso, mas poucos fazem eficientemente.

O tricolor gaúcho conseguiu, mas a trave e o goleiro Bruno os pararam na hora de atacar; resultado: um injusto 0 a 0

DETALHE INEXPLICÁVEL

Sport e Vitória - Ambos disseram que ficaram felizes com o resultado de 0 a 0 em Recife.

Desde quando um dos dois times pode se dar ao luxo de perder pontos por aí e ainda sair "comemorando"?

ALARME

Fluminense e São Paulo - Considerados favoritos, possuem apenas 1 ponto em 2 jogos.

É claro que, por enquanto, tudo está dentro do previsto por causa do planejamento, que prioriza a Libertadores.

Mas como vai ficar depois de quarta-feira, quando um dos dois serão eliminados?

Estes pontos desperdiçados farão falta.

RECADO DADO

Palmeiras - A festa do Campeonato Paulista já passou, é preciso voltar à realidade.

O time alviverde ganhou hoje, mas voltou a apresentar velhos vacilos e quase ficou no empate com o Colorado, mesmo com um a mais em campo quase o tempo todo do jogo.

QUEM ESPERAVA POR ESSA?

Edmundo (foto) - É preciso aprender que não dá para duvidar do Animal.

Mesmo com todos seus defeitos, ele ainda tem mais técnica do que muita gente e pode decidir jogos para o Vasco, como fez contra a Portuguesa.



OLHO NO MOLEQUE


Rafael e Cazumba - Os dois laterais do São Paulo jogaram o segundo tempo avançados demais, é verdade, mas foram realmente bem no apoio.

Rafael entrou no lugar do atrapalhado Wellington e levou perigo até com bola na trave.

Cazumba é rápido e procurou o jogo com raça o tempo todo.

VALEU O INGRESSO

Golaço de Edmundo - A finalização foi tranqüila, mas muitos cabeças-de-bagre pelo Brasil afora perderiam.

Os passes de Wagner Diniz e Souza é que foram perfeitos e fizeram a beleza do gol.

16.5.08

Exijo mudanças

Dunga esqueceu uma das missões que recebeu assim que assumiu a seleção brasileira: promover uma renovação no time.

A escalação de hoje, para jogos importantes nas Eliminatórias, foi razoável, com coerência e um acerto fundamental: a presença de Adriano, totalmente justificada pelos gols e atuações do atacante do São Paulo.

Mas há uma coisa que me irrita profundamente ao analisar a lista de convocados do Brasil.

Ou melhor, são três coisas: são os nomes de Gilberto, Gilberto Silva e Mineiro, que se tornaram freqüentes com a amarelinha desde que Dunga é o nosso treinador.

Apesar das atuações lamentáveis com a camisa da seleção.

Apesar de serem dispensáveis nos seus clubes.

Eles continuam ocupando o espaço que poderia ser dado a jovens com potencial de verdade para estar na Copa de 2010.

Para não ficar apenas nas críticas, também dou sugestões: Adriano (Sevilla) na lateral, Renato (Sevilla) e Lucas (Liverpool) (foto) como volantes. E ainda tem Hernanes (São Paulo).

E não me venham com aquele papinho de que é preciso mesclar jogadores experientes com os garotos.

Só a dupla de zaga titular junta tem mais de 60 anos e pelo menos uma Copa do Mundo nas costas, além de Kaká, que é jovem, mas lhe sobra conhecimento sobre grandes campeonatos.

Além dos quase 30 anos de Josué, Luis Fabiano, Kléber, Julio Cesar...

Enfim, isso não é motivo.

O que falta mesmo é bom senso.

E também memória, afinal alguém precisa fazer Dunga lembrar daquela sua missão após a Copa do Mundo: é preciso promover uma renovação no time brasileiro.

15.5.08

Sorteado

O Corinthians conseguiu o ótimo privilégio de decidir em casa.

Essa vantagem conquistada hoje no sorteio é excelente, como já foi explicado neste blog, mas não faz com que o time paulista se torne favorito.

Isto porque o adversário do time paulista é o mais complicado: o Botafogo, ao meu ver, é o melhor dos quatro clubes semifinalistas.

Já o Sport terá que fazer o segundo jogo em São Januário.

Ou seja, terá que buscar o resultado logo de cara para não passar sustos e riscos demais depois.

No fim, os sorteios acabaram não definindo muita coisa e a Copa do Brasil vai pegar fogo.

No Rio de Janeiro, Em Recife ou em São Paulo, não importa: com menos técnica e mais raça por todos lados, vai sobrar equilíbrio!

Enxergue o placar, Renato


Não entendi a atitude e os gestos do técnico Renato Gaúcho nos minutos finais do jogo entre Fluminense e São Paulo pela Libertadores.

Ele pedia para seus jogadores terem calma, pois o resultado (1 a 0 para o tricolor paulista) estava bom e só era preciso amarrar o jogo até que viesse o apito final do árbitro.

Quanta confiança do técnico do Flu!

Ele acha mesmo que ir para o jogo de volta tendo que vencer a partida por 2 gols de diferença é uma situação aceitável?

O time de Muricy Ramalho está longe de ser bobo e não vai tremer fácil no Maracanã, como fez o tricolor carioca no Morumbi.

Afinal o jogo foi ótimo, como prometia mesmo.

Porém, ficou claro que o Fluminense ficou devendo futebol, especialmente algumas "estrelinhas", como Dodô e Thiago Neves (aliás, que papelão na hora de ser substituído justamente!)

O time de Renato precisará evoluir nos treinamentos durante a semana para conseguir o objetivo, que agora ficou ainda mais longe.

E ficou distante por causa da postura defensiva assumida, evidenciada desde a escalação, que deixou Conca no banco para manter 3 volantes em campo.

Agora o Fluminense terá que partir para o ataque e asumirá riscos graves.

E os sustos virão exatamente por causa de um resultado fora de casa que não poderia ter sido considerado bom.

Fica a esperança de que Renato Gaúcho esteja querendo enganar apenas a imprensa e não a si mesmo.

O seu time e ele próprio precisam entender que a missão ficou tão complexa que ele não enganará ninguém com esses discurso de "está tudo certo".

Errei feio

Apostei há alguns posts que o Inter estava com tudo fácil para levantar o troféu da Copa do Brasil.

Subestimei o Sport, superestimei o Inter e também esqueci o quanto um mata-mata é intrigante e surpreendente.

Depois da derrota por 3 a 1, o Colorado acabou elimando de maneira vexatória ao tomar o gol decisivo quando tinha um a mais em campo.

Enfim, confessado o erro, parto para a análise das semifinais definidas.


Corinthians x Botafogo e Vasco x Sport serão confrontos definidos no sorteio.

Como assim?

Não, não fiquei louco.

Acontece que na Copa do Brasil o que define a ordem dos mandantes dos jogos são exatamente estes sorteios, o que é tosco, mas não quero entrar nesta discussão.

A questão é que Corinthians e Sport tornaram-se gigantes nesta temporada diante de sua torcida, especialmente no último mês.

E se eles puderem decidir os confrontos no Pacaembu e na Ilha do Retiro tornam-se os candidatos máximos para chegar até a final.

É claro que ambos sempre deram trabalho nestas condições, mas parece que este ano tudo aumentou ainda mais de proporção.

A relação do Corinthians com a sua torcida ficou mais forte para apoiar o time no atual momento de dificuldade por causa do rebaixamento.

Com a evolução do futebol, o simples apoio virou confiança, especialmente depois daquela vitória contra o Goiás, conquistada exatamente com uma decisão em casa.

Já o Sport tem feitos ainda mais notáveis em casa depois de ter conquistado o seu tricampeonato pernambucano.

Além do 3 a 1 desta quarta, aconteceu o 4 a 1 contra o Palmeiras anteriormente.

O time pernambucano é inegavelmente forte dentro de casa e tem sabido marcar com eficiência fora dela.

Vasco e Botafogo não possuem esta arma tão afiada, até porque este ano passaram muitas imagens de desconfiança para os torcedores.

Ambos terão que crescer excessivamente em personalidade para superar seus adversários nas casas deles.

Ou então terão que torcer muito para que a sorte os acompanhe no sorteio.

13.5.08

Quem tem garrafas para vender?

Não faltam comentaristas por aí para lamentar que a primeira rodada do Brasileirão tenha sido esvaziada por causa do interesse maior dos clubes na Copa do Brasil ou na Libertadores.

Como definiu bem Alberto Helena Jr. em seu blog, "jogaram água no chope do Brasileirão".

Não tiro a razão de quem prefere enxergar assim, afinal é um problema grave do nosso calendário e que realmente prejudica o andamento da nossa maior competição nacional.

Mas peço licença para olhar sob um ponto de vista mais otimista e encarar este fato como uma chance de analisar os times que entraram com times reservas ou promoveram alguns testes.

Dessa forma, é possível ver quem realmente tem elenco, o que é uma característica fundamental para qualquer grande ambição em um campeonato de pontos corridos.

Atlético/MG

As características do ataque foram alteradas completamente para ver se a solução para a falta de gols seria encontrada.

Ao invés dos dos jogadores de movimentação (Danilinho e Marques), entraram dois centroavantes (Renan Oliveira e Castillo).

A nova dupla foi tão fraca quanto a anterior (ou até pior) e Geninho deve ter ido dormir com uma das duas piores dores de cabeça.

Fluminense

Foi para o Mineirão com um time quase todo formado em Xerém e ainda perdeu Tartá, uma das melhores promessas, logo no começo do jogo.

O jogo foi cheio de sustos, mas certamente para os garotos foi uma valiosa lição.

E eles precisam aprender mesmo, pois a maioria tem futuro, mas deve faltar experiência para suprir, eventualmente, as necessidades do tricolor carioca.

Inter

O Colorado entrou praticamente com um time C e conseguiu 3 pontos, sem decepcionar sua torcida.


Sobrou coragem para Abel Braga apostar na vontade e na raça (que contagiaram de verdade) dos jovens Sidnei, Titi, Derlei, Adriano, entre outros...

Enfim, o Inter deu mais uma prova de que é mesmo um dos principais candidatos ao título

Santos

Fracassou completamente na tentativa de dar a última chance a alguns jogadores que estavam um tanto sumidos no elenco.

Na verdade o time titular ainda não é 100% convincente.

O grande esforço feito para manter o improdutivo Renatinho no elenco mostra como a situação não está nada fácil para os lados da Vila Belmiro.

São Paulo

É um caso já explorado em um post específico (Leia mais)

Vasco

O time não pode sentir tanta falta de Edmundo, afinal, com 37 anos, ele não consegue jogar muitos jogos e ainda manter o alto nível.

O time carioca ficou sem referência no ataque, até porque Alan Kardec voltou muito mal ao time titular.

Além disso, o zagueiro reserva Rodrigo Antônio foi testado para melhorar a segurança do time em bolas aéreas, mas o gol do Inter saiu exatamente em uma cabeçada certeira do zagueiro Sidnei.

Lamentável

O duelo entre os campeões paulista e paranaense foi um dos jogos que acompanhei às 16 horas deste domingo.

Na redação do iG tenho a ótima oportunidade de ver duas partidas ao mesmo tempo, mas confesso que o jogo em Curitiba foi o que mais chamou minha atenção.

Palmeiras e Coritiba fizeram certamente um dos melhores jogos da primeira rodada do Brasilerão, especialmente no primeiro tempo, quando o Palmeiras ainda conseguia equilibrar o meio-campo; depois virou massacre do Coxa.

Mas não foi tão bom à toa: ambos possuem times que certamente darão trabalho ao longo do Brasileirão.

Mas esta afirmação só é válida com uma ressalva: se não forem desmanchados em breve.

Afinal, foi assustador assistir o jogo.

Explico: ao mesmo tempo que eu admirava o talento de Carlinhos Paraíba, Michel, Pedro Ken, Jéci, Valdivia, Kleber ou Pierre, eu pensava: até quando eles ficarão no Brasil?

São todos jogadores com potencial para transferências futuras.

E assim acaba, aos poucos, a alegria de assistir um jogo de futebol no Brasileirão: o mesmo motivo de prazer e orgulho rapidamente se tranforma em razão de preocupação e terror. Lamentável!

Lamentável também foi a entrevista pós-jogo de Luxemburgo, em que o técnico criticou fortemente a arbitragem.

Quase deu a impressão de que o Palmeiras perdeu por causa disso.

Mas ele que não se engane, pois desta vez não conseguiu desviar o foco do que realmente aconteceu no jogo: o Coritiba jogou bem melhor e, por isso, conquistou os 3 pontos.

Simples assim, sem inventar nada, entendeu Luxemburgo?

É esperar para tentar crer

Se o assunto não fosse futebol, eu não acreditaria: a Inter de Milão parece que vai conseguir perder o título italiano desta temporada para a Roma.

Desde o começo do campeonato parecia que estava tudo definido.

E na última rodada a Inter só precisava de uma simples vitória contra o Siena, em casa.

O time teve até pênalti a seu favor, mas saiu com um empate e agora está apenas um ponto à frente da Roma, com uma rodada restante para o fim dos jogos.

Só consigo detectar uma causa para este problema: a falta de um verdadeiro craque no elenco atual da Inter.

É claro que existem outros motivos, mas nesta reta final é o que tem se tornado mais evidente para mim: falta aquele jogador que cresce na hora da decisão.

É aquele que vai chamar a responsabilidade para si, sem medo da pressão e vai decidir o jogo quando todos menos esperarem.

Muitos times já foram campeões sem esta figura no elenco, mas é óbvio que com ela tudo fica bem mais fácil.

E a Inter sente falta: Cambiasso, Vieira e Ibrahimovic são grandes jogadores e fizeram um excelente campeonato.

Mas não se encaixam no perfil descrito acima.

Até o Materazzi (foto) tentou fazer este papel contro Siena, quando cavou um pênalti e fez questão de cobrá-lo; porém, o resultado foi trágico (percebam pela cara dele).

Agora a Inter vai enfrentar o Parma, que luta para não cair.

Já o seu rival pelo título, a Roma, buscará a vitória contra o Catania, que, por sua vez, não busca mais nada nesta temporada.

Apesar de tudo, o favoritismo aidna está do lado da Inter.

Resta a pergunta: quem assumirá a responsabilidade de concretizar esta importante missão?

Faça justiça, Manchester

Há pouco para comentar sobre o título inglês do Manchester United além das palmas e dos parabéns justíssimos aos comadados de Alex Fergusson (foto), que apresentaram o melhor futebol da temporada no mundo todo.



Eu tinha arriscado no fim de março ao dizer, mesmo mais de um mês antes do fim do campeonato, que o Campeonato Inglês já conhecia seu campeão: os Red Devils, obviamente.

Por mais que pareça que eu tenha acertado, na verdade eu errei esta previsão: não foi nada fácil.

O tempo comprovou isto, afinal o Chelsea encostou na briga para ser campeão e só não conseguiu o objetivo por causa do saldo de gols.

E este susto se deve à decadência no futebol do Manchester ao longo do ano.

Desde janeiro o time só tinha evoluído e chegou a apresentar aquele futebol impressionante já cometado neste blog.

Mas o momento atual é diferente.

Mesmo no jogo do título, neste domingo, isto ficou perceptível através dos principais jogadores, que não conseguiram brilhar de verdade.

É claro que é normal que o rendimento de qualquer time caia no final de uma temporada.

Mas me pergunto se isto não aconteceu de uma maneira exagerada no Manchester United e se isto pode atrapalhar na final da Liga dos Campeões contra o Chelsea.

É preciso estar atento, pois apesar da festa, nem tudo está tão certo pelos lados do atual campeão inglês.

Que Alex Fergusson entenda que nem tudo é só festa, afinal este time merece mais do que um mero campeonato nacional na temporada.